Nos encontramos novamente, persona e linguagem, mãos e teclas, e mentalmente a repetição de todos aqueles momentos que me deram algo sobre o que pensar.
Ainda agora, cheguei da rua. Como eu gosto, da madrugada. Depois de um bom rolé de long pela ruas semi-vazias, alguns pensamentos moldaram-se.
Meu bairro tem crescido vigorosa-desenfreadamente, de alguns anos pra cá. Assim como diversos outros. Enfim, percebi que o número de moradores de rua tambem aumentou. A possibilidade de obter alguma ajuda em um bairro que está em crescimento, supostamente, é maior ou menor ?
Essa pergunta acho que surgiu quando notei o quanto nos tornamos indiferentes a esses mesmos pobres-coitados citados. O homo sapiens, espécie brilhante da natureza, ali, completamente a mercê da miséria, as vezes acompanhado(a) de loucuras e cigarros , é um ser desprezado até por ladrões. Completamente ao relento, às vezes a chuva lhe oferece algum conforto, alguma higiene. Esquecemos de olhar pra esses aspectos tamanha a nossa facilidade de tomar um banho, por exemplo. O que nos impulsiona a ser tão frios ao sofrimento alheio ? Instinto de sobrevivência ("Não é comigo, não preciso me preocupar) ? Estranho pensar que pessoas se tornaram coisas e as quais nem nos damos conta no cotidiano, na nossa pressinha egocêntrica, no impulso de correria do fast-food existencial...
Qual foi o teu caminho até esse momento, eu perguntaria, mas acho que dificilmente eu obteria alguma resposta muito esclarecedora... Pensei enquanto entregava alguns cigarros pra um mendigo que "reside" há pelo menos 16 anos nas ruas próximas da casa de uns amigos, à umas 2 quadras da minha casa. A lenda a seu respeito é que ele havia ficado louco por decepção de amor. Sua esposa havia fugido com seu irmão, após lhe roubar todo o dinheiro que uma conta conjunta possuía. Diziam que ele havia estacionado no tempo, na data próxima, antes ou depois, em que desvairou-se de forma involuntária. Agora ele ficava ali, sentado na calçada cercado de suas sacolas-maletas, repletas de roupas e badulaques que ora fora tirado do lixo, ora ganhara. Algumas vezes eu passava por alguma das ruas em que ele estivesse acampado, assim digamos. Algumas vezes o vi cortando o cabelo, utilizando um minúsculo espelho rosa daqueles que vem com bonecas, um barbeador descartável amarelo, e uma fita elástica, ao redor de seu cabelo, meio que quase no topo da cabeça. O cabelo que pairava abaixo de sua linha-guia era retalhado fora. Que criatividade. Seu cabelo acabava por ficar com o aspecto de um quipá judaico de pelos.
Suas combinações de roupas tambem davam boas fotos... Num dia de frio em que passei de long descendo a rua, ele usava uma jaqueta de couro preta, fechada, suspensórios por cima, e portava um capacete amarelo no escuro da noite. Que figura !
As vezes, quando me via passar, me pedia cigarros. Mas entendia de primeira se eu dissesse que não tinha. Curioso que sempre que comprava um maço, ao subir a rua, passava por ele e lhe presenteava com 3. Lhe entrego ou deixo encaixado em alguma de suas bolsas, já que algumas ele costuma deixar penduradas em pequenas árvores de calçada. Por alguns segundos eu via um brilho de felicidade, e o lampejo da sua gratidão semi-consciente era o que refletia nos seus olhos. Costumava liberar um ou alguns "muito agradecido", e desejava-me bastante na vida, enquanto me pedia pra acender o tabaco recém-adquirido. Ele parece ter consciência do seu estado de sujeira, e não tenta estabelecer muito contato para não propagar isso. Estende a mão com o cigarro, segurando-o de longe e pergunta se tenho isqueiro. Dependendo do dia, eu acendo pra ele, dependendo não dá. As vezes seu cheiro de bosta na roupa é insuportavelmente sentido à mais de 10 metros.
Não me sinto mal em dar um cigarro pra esse lunático bonachão, que as vezes faz de meia-calça um gorro. Acho que apenas tento amenizar a dureza da vida desse cara...
Ainda agora, cheguei da rua. Como eu gosto, da madrugada. Depois de um bom rolé de long pela ruas semi-vazias, alguns pensamentos moldaram-se.
Meu bairro tem crescido vigorosa-desenfreadamente, de alguns anos pra cá. Assim como diversos outros. Enfim, percebi que o número de moradores de rua tambem aumentou. A possibilidade de obter alguma ajuda em um bairro que está em crescimento, supostamente, é maior ou menor ?
Essa pergunta acho que surgiu quando notei o quanto nos tornamos indiferentes a esses mesmos pobres-coitados citados. O homo sapiens, espécie brilhante da natureza, ali, completamente a mercê da miséria, as vezes acompanhado(a) de loucuras e cigarros , é um ser desprezado até por ladrões. Completamente ao relento, às vezes a chuva lhe oferece algum conforto, alguma higiene. Esquecemos de olhar pra esses aspectos tamanha a nossa facilidade de tomar um banho, por exemplo. O que nos impulsiona a ser tão frios ao sofrimento alheio ? Instinto de sobrevivência ("Não é comigo, não preciso me preocupar) ? Estranho pensar que pessoas se tornaram coisas e as quais nem nos damos conta no cotidiano, na nossa pressinha egocêntrica, no impulso de correria do fast-food existencial...
Qual foi o teu caminho até esse momento, eu perguntaria, mas acho que dificilmente eu obteria alguma resposta muito esclarecedora... Pensei enquanto entregava alguns cigarros pra um mendigo que "reside" há pelo menos 16 anos nas ruas próximas da casa de uns amigos, à umas 2 quadras da minha casa. A lenda a seu respeito é que ele havia ficado louco por decepção de amor. Sua esposa havia fugido com seu irmão, após lhe roubar todo o dinheiro que uma conta conjunta possuía. Diziam que ele havia estacionado no tempo, na data próxima, antes ou depois, em que desvairou-se de forma involuntária. Agora ele ficava ali, sentado na calçada cercado de suas sacolas-maletas, repletas de roupas e badulaques que ora fora tirado do lixo, ora ganhara. Algumas vezes eu passava por alguma das ruas em que ele estivesse acampado, assim digamos. Algumas vezes o vi cortando o cabelo, utilizando um minúsculo espelho rosa daqueles que vem com bonecas, um barbeador descartável amarelo, e uma fita elástica, ao redor de seu cabelo, meio que quase no topo da cabeça. O cabelo que pairava abaixo de sua linha-guia era retalhado fora. Que criatividade. Seu cabelo acabava por ficar com o aspecto de um quipá judaico de pelos.
Suas combinações de roupas tambem davam boas fotos... Num dia de frio em que passei de long descendo a rua, ele usava uma jaqueta de couro preta, fechada, suspensórios por cima, e portava um capacete amarelo no escuro da noite. Que figura !
As vezes, quando me via passar, me pedia cigarros. Mas entendia de primeira se eu dissesse que não tinha. Curioso que sempre que comprava um maço, ao subir a rua, passava por ele e lhe presenteava com 3. Lhe entrego ou deixo encaixado em alguma de suas bolsas, já que algumas ele costuma deixar penduradas em pequenas árvores de calçada. Por alguns segundos eu via um brilho de felicidade, e o lampejo da sua gratidão semi-consciente era o que refletia nos seus olhos. Costumava liberar um ou alguns "muito agradecido", e desejava-me bastante na vida, enquanto me pedia pra acender o tabaco recém-adquirido. Ele parece ter consciência do seu estado de sujeira, e não tenta estabelecer muito contato para não propagar isso. Estende a mão com o cigarro, segurando-o de longe e pergunta se tenho isqueiro. Dependendo do dia, eu acendo pra ele, dependendo não dá. As vezes seu cheiro de bosta na roupa é insuportavelmente sentido à mais de 10 metros.
Não me sinto mal em dar um cigarro pra esse lunático bonachão, que as vezes faz de meia-calça um gorro. Acho que apenas tento amenizar a dureza da vida desse cara...
Acordei com vontade de escrever.
Não bem acordei. Nem escrevi.
Acordei com vontade de escrever.
Acordei. Mas não escrevi.
Acordei com vontade de acordar.
Acordei. Escrevi.
Não bem acordei. Nem escrevi.
Acordei com vontade de escrever.
Acordei. Mas não escrevi.
Acordei com vontade de acordar.
Acordei. Escrevi.
De cada dia, alguma dúvida.
De cada rosto, um olhar.
Vazio, indiferente, focado...Distraído, atraente.
Muitos olhares dentro de um olhar.
Cada momento passando, pensamentos voando.
Te levaria se soubesse, se fugisse.
Acende a luz. Desliga a luz.
Sobre a certeza de ser, todas as dúvidas dos seres.
Te mostraria se pudesse, se conseguisse...
Surge... Ou te jogo fora.
Abre essa porta, entra.
Fecha essa porta, chega.
Manda uma rotina embora.
Te beijaria se quisesse, se te abrisse...
De cada rosto, um olhar.
Vazio, indiferente, focado...Distraído, atraente.
Muitos olhares dentro de um olhar.
Cada momento passando, pensamentos voando.
Te levaria se soubesse, se fugisse.
Acende a luz. Desliga a luz.
Sobre a certeza de ser, todas as dúvidas dos seres.
Te mostraria se pudesse, se conseguisse...
Surge... Ou te jogo fora.
Abre essa porta, entra.
Fecha essa porta, chega.
Manda uma rotina embora.
Te beijaria se quisesse, se te abrisse...
Concluo, ou quase, que há a imparável tendência ao vazio, do vazio nos consumir.
E de certa forma, até ansiamos por isso. O desejo natural do corpo pelo sono não é isso ? Ficar vazio do self consciente, do mundo e do cansaço.
E de certa forma, até ansiamos por isso. O desejo natural do corpo pelo sono não é isso ? Ficar vazio do self consciente, do mundo e do cansaço.
Se as pessoas, de fato, amassem como dizem tanto em redes sociais que amam, o mundo seria bem mais ameno pra se viver.
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Me dá qualquer motivo bom que se localize entre o frio da madrugada vazia e o receio de se estar próximo de um vulcão em atividade.
Me diz qualquer coisa que eu tenha certeza que vou me lembrar depois.
Age da tua forma mais instintual, mais sincera e selvagem. Esquece o que te ensinaram como certo, errado ou social.
Que tua sensação seja a de uma vodka. Visceral, única, forte.
Entende o meu jogo, que com certeza, finalizo o teu.
Vamos viajar juntos, dormir cruzando estradas, céus, montanhas, oceanos e pessoas, pra que eles mesmos nos separem em algum momento.
Anda comigo, mesmo que no meu imaginário subjetivo. Pula no meu colo quando eu chegar, porque amanhã isso talvez não aconteça. Guarda a sensação de me arrancar um sorriso, um raro.
Entra no rio, se banha, se renova e deita na pedra, secando no sol.
Me diz qualquer coisa que eu tenha certeza que vou me lembrar depois.
Age da tua forma mais instintual, mais sincera e selvagem. Esquece o que te ensinaram como certo, errado ou social.
Que tua sensação seja a de uma vodka. Visceral, única, forte.
Entende o meu jogo, que com certeza, finalizo o teu.
Vamos viajar juntos, dormir cruzando estradas, céus, montanhas, oceanos e pessoas, pra que eles mesmos nos separem em algum momento.
Anda comigo, mesmo que no meu imaginário subjetivo. Pula no meu colo quando eu chegar, porque amanhã isso talvez não aconteça. Guarda a sensação de me arrancar um sorriso, um raro.
Entra no rio, se banha, se renova e deita na pedra, secando no sol.
Hoje me confrontei com alguns pensamentos análiticos sobre a vida até o ponto em que eles foram capazes de se tornar palavras. Anteriormente já havíamos nos esbarrado, mas por fim, chegaram a esse momento em que se tornam pluralmente compreensíveis, a ponto de extravasar os limites físicos do meu crânio.
A potência caótica mais influenciadora que consigo perceber no mundo, talvez, seja a questão sobre o fim das coisas e tudo mais. "Talvez" porque nenhuma verdade é absoluta - Que ironia, já que essa se configura como a única verdade absoluta do mundo.
Que seja...
Mas o fim, como o início de tudo, é importante ao extremo. Ter noção dele é o que geralmente me proporciona de verdade a vontade de aproveitar cada instante; De parar qualquer coisa, me concentrar em um momento e registrá-lo como lembrança daquele segundo. As vezes me parece estranha a incapacidade da maioria das pessoas em lidar com essa questão do fim. Quando falo questão do fim, trato, de forma geral, de tudo e qualquer coisa/emoção que conhecemos. Fim das relações, fim das vontades ou das formas de satisfazê-las, fim do alvo de seu consumo, fim disso, fim daquilo.
A finitude do amor , ou melhor, a forma como as pessoas costumam lidar com ela por vezes me preocupa. Que fique claro que de forma ou maneira alguma nego aqui o poder existencial do amor ou sua capacidade de cativar aqueles que se deparam com ele.
Mas, não, preocupar nem seria bem a palavra... Mas me espanta, sei lá, me causa vontade de observar atentamente como as pessoas ficam débeis por isso. Será que sou só eu a pensar assim ? Acho esquisitíssimo como as pessoas terminam relacionamentos e ainda assim se acorrentam, se ancoram às outras que nem querem mais saber delas, inutilmente se prendendo ao que, concretamente ambos já sabem, acabou.
Porra, pra que isso ?! Pra ficar sofrendo, se arrastando, choramingando tristeza e desperdiçando tempo da sua vida ? O tempo tá aí, te pressionando invisivelmente, te massacrando e você ficar inerte seria a melhor a solução ?!?!
Sei lá, vejo isso como algo completamente desnecessário. Acho mais simples, mais eficiente e mais sincero com si mesmo em pensar cada amor como uma vida, melhor até, como um livro. Acabou de ler, fecha, e pronto. Daí você segue sua vida individual, de forma que outro amor surja, ou ainda que não surja, mas que você impeça que a amargura da decepção ou do desânimo te tome a ponto de impedir a SUA vida de seguir.
Acredito que há algumas coisas que podem ser evitadas, mas quando um relacionamento há de acabar, insistir na continuidade só piora os fatos e amplia os estragos. Isso não tem como ser evitado. E nem deve-se tentar. A verdade por si própria deve se manifestar o quanto antes.
Aliás, ainda que a verdade às vezes seja a surra mais dolorida a se enfrentar mas, porém que ela seja. Bata-me com a tua melhor verdade mas não me acaricie com a tua mais doce mentira.
Em algumas culturas o fim é compreensivelmente entendido como parte do ciclo da vida, do ressurgir. Vide exemplo de Shiva, mitológico ser hindu, representante do destruir, do por fim às coisas. Em nenhum momento digo isso tudo como um incentivo à descartabilidade dos seres humanos, mas gostaria de verdade que a maioria aprendesse a lidar melhor com o fim das coisas. Quantos problemas mundialmente desnecessários seriam evitados se isso valesse...
Que fosse apenas, por fim, o fim.
A potência caótica mais influenciadora que consigo perceber no mundo, talvez, seja a questão sobre o fim das coisas e tudo mais. "Talvez" porque nenhuma verdade é absoluta - Que ironia, já que essa se configura como a única verdade absoluta do mundo.
Que seja...
Mas o fim, como o início de tudo, é importante ao extremo. Ter noção dele é o que geralmente me proporciona de verdade a vontade de aproveitar cada instante; De parar qualquer coisa, me concentrar em um momento e registrá-lo como lembrança daquele segundo. As vezes me parece estranha a incapacidade da maioria das pessoas em lidar com essa questão do fim. Quando falo questão do fim, trato, de forma geral, de tudo e qualquer coisa/emoção que conhecemos. Fim das relações, fim das vontades ou das formas de satisfazê-las, fim do alvo de seu consumo, fim disso, fim daquilo.
A finitude do amor , ou melhor, a forma como as pessoas costumam lidar com ela por vezes me preocupa. Que fique claro que de forma ou maneira alguma nego aqui o poder existencial do amor ou sua capacidade de cativar aqueles que se deparam com ele.
Mas, não, preocupar nem seria bem a palavra... Mas me espanta, sei lá, me causa vontade de observar atentamente como as pessoas ficam débeis por isso. Será que sou só eu a pensar assim ? Acho esquisitíssimo como as pessoas terminam relacionamentos e ainda assim se acorrentam, se ancoram às outras que nem querem mais saber delas, inutilmente se prendendo ao que, concretamente ambos já sabem, acabou.
Porra, pra que isso ?! Pra ficar sofrendo, se arrastando, choramingando tristeza e desperdiçando tempo da sua vida ? O tempo tá aí, te pressionando invisivelmente, te massacrando e você ficar inerte seria a melhor a solução ?!?!
Sei lá, vejo isso como algo completamente desnecessário. Acho mais simples, mais eficiente e mais sincero com si mesmo em pensar cada amor como uma vida, melhor até, como um livro. Acabou de ler, fecha, e pronto. Daí você segue sua vida individual, de forma que outro amor surja, ou ainda que não surja, mas que você impeça que a amargura da decepção ou do desânimo te tome a ponto de impedir a SUA vida de seguir.
Acredito que há algumas coisas que podem ser evitadas, mas quando um relacionamento há de acabar, insistir na continuidade só piora os fatos e amplia os estragos. Isso não tem como ser evitado. E nem deve-se tentar. A verdade por si própria deve se manifestar o quanto antes.
Aliás, ainda que a verdade às vezes seja a surra mais dolorida a se enfrentar mas, porém que ela seja. Bata-me com a tua melhor verdade mas não me acaricie com a tua mais doce mentira.
Em algumas culturas o fim é compreensivelmente entendido como parte do ciclo da vida, do ressurgir. Vide exemplo de Shiva, mitológico ser hindu, representante do destruir, do por fim às coisas. Em nenhum momento digo isso tudo como um incentivo à descartabilidade dos seres humanos, mas gostaria de verdade que a maioria aprendesse a lidar melhor com o fim das coisas. Quantos problemas mundialmente desnecessários seriam evitados se isso valesse...
Que fosse apenas, por fim, o fim.
Quisera (ainda que tão somente por um mero instante) entender o que se passava.
Esgueirando-se entre os quase-impossíveis-de-atravessar abismos das interligações relacionais entre desconhecidos, conheceram-se.
Fugia de qualquer de suas definições claras aquele sentimento de bem-estar-consequência-direta da presença dela. Um sentimento em sua mais pura essência causadora de pensamentos e sensações boas.
Admirava-lhe o fato de ter tido essa sensação desde o momento em que trocaram as primeiras palavras claramente ouvidas e respondidas, assim como os primeiros olhares.
Seu sorriso era a própria convicção de tudo o que ela lhe expressava assim, de brusco, dócil e agressiva, sutilmente sedutora com suas palavras sinceras. Havia algo de hipnótico, febril e belamente humano nesse sorriso com que ela o presenteava. Sentir-se-ia cada vez mais impulsionado a dar motivos para que ela lhe concedesse de forma carinhosa esse artefato único do encantamento.
Seus olhos tomavam-lhe inevitavelmente a atenção. Por mais que qualquer outro motivo lhe cause distrações no cotidiano, naqueles momentos, junto dela, seus olhos tornavam-se direcionados unicamente aos seus semelhantes que eram plenamente resplandecentes. Ardiam em chamas internas, sinalizando a personalidade igualmente única e forte à qual eles pertenciam. Impossível tentar descrever como se sentia ao ver aquele brilho expressivo enquanto refletia seu corpo perto do dela, tão próximos e tão ligados.
Por isso tão somente quis tentar entender e desistiu. Pareciam ter ido embora todas as lembranças das tempestades pelas quais anteriormente já tinha passado... Não se lembrava mais o que lhe havia sido causado de ruim pela vida e seus personagens em seu decorrer.
Num sentido unicamente positivo, faltariam-lhe palavras e compreensões que conseguissem definir o quanto se sentia bem e o quanto que ela era a única responsável por tudo isso.
Acordou, olhou ao redor, e voltou a dormir, já em outra realidade.
Esgueirando-se entre os quase-impossíveis-de-atravessar abismos das interligações relacionais entre desconhecidos, conheceram-se.
Fugia de qualquer de suas definições claras aquele sentimento de bem-estar-consequência-direta da presença dela. Um sentimento em sua mais pura essência causadora de pensamentos e sensações boas.
Admirava-lhe o fato de ter tido essa sensação desde o momento em que trocaram as primeiras palavras claramente ouvidas e respondidas, assim como os primeiros olhares.
Seu sorriso era a própria convicção de tudo o que ela lhe expressava assim, de brusco, dócil e agressiva, sutilmente sedutora com suas palavras sinceras. Havia algo de hipnótico, febril e belamente humano nesse sorriso com que ela o presenteava. Sentir-se-ia cada vez mais impulsionado a dar motivos para que ela lhe concedesse de forma carinhosa esse artefato único do encantamento.
Seus olhos tomavam-lhe inevitavelmente a atenção. Por mais que qualquer outro motivo lhe cause distrações no cotidiano, naqueles momentos, junto dela, seus olhos tornavam-se direcionados unicamente aos seus semelhantes que eram plenamente resplandecentes. Ardiam em chamas internas, sinalizando a personalidade igualmente única e forte à qual eles pertenciam. Impossível tentar descrever como se sentia ao ver aquele brilho expressivo enquanto refletia seu corpo perto do dela, tão próximos e tão ligados.
Por isso tão somente quis tentar entender e desistiu. Pareciam ter ido embora todas as lembranças das tempestades pelas quais anteriormente já tinha passado... Não se lembrava mais o que lhe havia sido causado de ruim pela vida e seus personagens em seu decorrer.
Num sentido unicamente positivo, faltariam-lhe palavras e compreensões que conseguissem definir o quanto se sentia bem e o quanto que ela era a única responsável por tudo isso.
Acordou, olhou ao redor, e voltou a dormir, já em outra realidade.
Hoje tive mais um episódio de crise de pânico ao relembrar o destino que aguarda inevitavelmente cada ser humano...
Isso não me causa mais qualquer estranheza desde que aprendi a controlar os efeitos da adrenalina no meu corpo... A taquicardia assim como vem, se vai. A confusão mental, idem.
O que me causou mais surpresa foi o fato de pensar, por alguns instantes, que o teu sorriso pareceu ser tão somente o que eu deveria temer em perder. Percebo minha vontade de tar junto de você aumentar a cada momento em que convivemos. Teu beijo me enlaça em mil sensações, mil pensamentos.
Sinto teu cheiro numa condição muito próxima do meu, onde ambos se confundem num vazio da minha cama a se moldar nas formas do teu corpo ausente.
É inquietante essa vontade de tar com você. Sem que eu me dê conta, me pego confabulando tuas palavras pra cada momento e cada gesto teu movimenta-se fantasmagoricamente na minha memória.
Que incomum é isso tudo....
O gosto do teu beijo precipita-se na minha boca e some assim como apareceu, me fazendo perceber que é somente uma lembrança e que nem ao menos consegue chegar perto do que é, de fato, te beijar e te sentir ligada a mim sensorialmente.
As palavras expressam menos do que expressaríamos em somente um singelo olhar.
A vã tentativa de me distrair faz teus atos se entranharem em mim.
Brilha novamente teu ardoroso sorriso em minha essência.
Isso não me causa mais qualquer estranheza desde que aprendi a controlar os efeitos da adrenalina no meu corpo... A taquicardia assim como vem, se vai. A confusão mental, idem.
O que me causou mais surpresa foi o fato de pensar, por alguns instantes, que o teu sorriso pareceu ser tão somente o que eu deveria temer em perder. Percebo minha vontade de tar junto de você aumentar a cada momento em que convivemos. Teu beijo me enlaça em mil sensações, mil pensamentos.
Sinto teu cheiro numa condição muito próxima do meu, onde ambos se confundem num vazio da minha cama a se moldar nas formas do teu corpo ausente.
É inquietante essa vontade de tar com você. Sem que eu me dê conta, me pego confabulando tuas palavras pra cada momento e cada gesto teu movimenta-se fantasmagoricamente na minha memória.
Que incomum é isso tudo....
O gosto do teu beijo precipita-se na minha boca e some assim como apareceu, me fazendo perceber que é somente uma lembrança e que nem ao menos consegue chegar perto do que é, de fato, te beijar e te sentir ligada a mim sensorialmente.
As palavras expressam menos do que expressaríamos em somente um singelo olhar.
A vã tentativa de me distrair faz teus atos se entranharem em mim.
Brilha novamente teu ardoroso sorriso em minha essência.
Por mais dilacerante que isso seja, é bom sempre manter em mente que viver nada mais é do que preencher o espaço vazio entre a chegada ao mundo e a sua partida dele.
Muitos tem dificuldade em aceitar isso, e acabam, paradoxalmente, buscando conforto em religiões. Ora, quer algo que te impeça mais de aproveitar o pouco tempo de existência do que uma religião ?
Preocupados com o após, eles esquecem de viver o durante...
Fernando Oliveira.
Muitos tem dificuldade em aceitar isso, e acabam, paradoxalmente, buscando conforto em religiões. Ora, quer algo que te impeça mais de aproveitar o pouco tempo de existência do que uma religião ?
Preocupados com o após, eles esquecem de viver o durante...
Fernando Oliveira.